Categoria: Rali

Hyundai nos três primeiros lugares do Rali da Acrópole

Era esperado que esta fosse uma das edições do Rali da Acrópole mais desafiantes dos últimos anos, o mais difícil da temporada, e pode-se afirmar que correspondeu às previsões. 

De facto, foi possivelmente ainda mais desafiante, com vários incidentes ao longo dos três dias do rali, que nos dias de sexta-feira e sábado foi disputado em terrenos com muita poeira, sob condições de calor e com muitas pedras afiadas que dificultaram a condução dos pilotos. O mesmo se verificou na Power Stage, onde Sébastien Ogier perdeu o que parecia ser um segundo lugar certo, após ter dominado o Super Domingo. A vitória foi para Thierry Neuville, que ampliou a sua liderança e a da Hyundai na luta pelos títulos de pilotos e construtores. O belga foi acompanhado no pódio pelos seus companheiros de equipa Dani Sordo e Ott Tänak. 

Sami Pajari venceu no WRC2 ao volante do seu Toyota, após registar exatamente o mesmo tempo que Robert Virves, que, no entanto, foi mais lento na SS1. Isto significa que a luta pelo título tem agora dois candidatos: Oliver Solberg, que competirá em apenas mais uma ronda no Chile, e o já mencionado Pajari. Norbert Maior venceu no Junior WRC, que teve no no Rali da Acrópole a sua última prova. O título foi para Romet Jurgenson. O Rali da Acrópole também coroou Armin Kremer, que ao volante de um Skoda se sagrou campeão da WRC Masters Cup 2024.

O DESAFIO

Como esperado, dada a extensão de algumas especiais e a natureza das superfícies, que apresentaram com mais pedras de grandes dimensões e afiadas do que o habitual, aumentando assim o risco de furos, os pneus duros foram os mais utilizados, especialmente na sexta-feira e sábado, quando a força e durabilidade eram os principais requisitos.

Os Scorpions de composto macio desempenharam o seu papel nas primeiras secções de sexta-feira e sábado, proporcionando aderência para os primeiros concorrentes das etapas, que se apresentaram muito escorregadias e com muito pó nas primeiras passagens. Os pneus macios também se destacaram na manhã de domingo, devido à natureza do terreno e à chuva forte da noite anterior. As equipas esperavam que as superfícies estivessem mais escorregadias e molhadas do que acabaram por estar. As incertezas geradas pela chuva de sábado à noite levaram a uma grande variedade de estratégias no Super Domingo: desde a abordagem de Neuville, com apenas pneus macios (6), a combinação mais equilibrada de 2 duros e 3 macios de Evans, e a estratégia de Tänak e Ogier que optaram por 1 duro e 4 macios. A Power Stage também viu uma diversidade de estratégias, predominantemente com os pneus macios, embora isto tenha sido parcialmente devido à disponibilidade de pneus novos, como foi o caso de Ogier, que utilizou 5 pneus duros por falta de pneus macios novos.

Como destacado na Análise pós-reconhecimento dos engenheiros da Pirelli, as etapas mais difíceis e exigentes, que desempenharam um papel significativo na decisão do resultado do rali, foram as duas mais longas do fim de semana: os 38,67 km da SS7, Rengini, e os 25,87 km de Aghii Theodori na SS9-11.

CITAÇÃO PIRELLI 

Terenzio Testoni, Responsável Pirelli pelas de atividades de Rali: “O rali foi tão desafiante como esperávamos, e a forma como testou os pneus duros e macios correspondeu às nossas expectativas. O Scorpion duro ofereceu a robustez necessária, mesmo nos terrenos mais difíceis, enquanto, mais uma vez, o macio provou ser uma excelente escolha para superfícies secas. A gestão eficaz de ambos foi essencial e nada fácil: normalmente, noutros ralis, um pneu costuma assumir a escolha predominante, especialmente o macio.”

Ogier Vence Na Finlândia Depois De Despiste De Rovanpera Na Penúltima Etapa

Até os melhores pilotos podem ser surpreendidos, e desta vez aconteceu ao atual campeão mundial Kalle Rovanpera. Parecia que o finlandês estava prestes a demonstrar um domínio absoluto nos últimos três ralis disputados nas rápidas e escorregadias estradas de terra do norte da Europa, graças à sua habitual mestria na gestão de pneus. No entanto, um grande pedaço de uma pedra fez contacto com o seu Toyota na penúltima etapa, onde os pilotos tinham reportado a presença de sulcos profundos. O seu carro saiu da estrada, pondo fim a qualquer hipótese de conquistar um hat-trick no Báltico. No final de um rali emocionante e espetacular, a vitória foi para o seu colega de equipa Sebastian Ogier. Isto significa que, apesar de não ter previsto disputar todas as provas da presente temporada, o francês encontra-se a lutar pelo título, atrás de Neuville, que subiu ao segundo lugar do pódio após a desistência do finlandês. Adrien Fourmaux, da Ford, foi terceiro.

A corrida foi menos agitada, mas igualmente emocionante, entre os concorrentes do WRC2, com Oliver Solberg a dominar desde o início, ao volante do seu Skoda Fabia, terminando à frente do Toyota conduzido pelo diretor da equipa japonesa, Jari-Matti Latvala, que regressou para disputar este rali da sua terra natal. O terceiro foi outro finlandês, Lauri Joona.

O DESAFIO

Como sempre, o rali disputado ao redor dos lagos da região de Jyvaskyla foi divertido e espetacular, com os seus longos saltos, e dificultado pelas superfícies das estradas que se tornaram ainda mais escorregadias devido à chuva intermitente e ocasionalmente forte, combinada com velocidades altas, que frequentemente excederam os 130 km/h (Rovanpera registou a velocidade mais elevada com 135,3 km/h, na SS16 Ouninpohja 2). Houve muitos incidentes e acidentes além do evento que afastou Rovanpera. Takamoto Katsuta e Elfyn Evans, da Toyota, Ott Tanak, da Hyundai, e Esapekka Lappi foram alguns dos pilotos que viram as suas expetativas frustradas.

Como previsto, antes do evento, a estratégia de pneus era clara: quer nas etapas mais longas de domingo, quer nas mais curtas, com chuva ou com sol, a única escolha para garantir aderência e desempenho era o Scorpion de composto macio, com todas as equipas a escolherem 5 unidades em todos os dias do rali, exceto na SS1, disputada na cidade, na noite de quinta-feira.

CITAÇÃO DA PIRELLI

Terenzio Testoni, responsável Pirelli pelas atividades de rali: “No papel, o rali da Finlândia parece fácil, mas está longe de o ser para os pilotos, mesmo para campeões muito talentosos como o Kalle. O único aspeto que foi fácil para eles foi a escolha dos pneus, porque o Scorpion de composto macio, graças à sua versatilidade, é o melhor compromisso para ralis como este. Eu diria que, após várias provas na Finlândia, o Scorpion passou pelo teste mais difícil de todos, com a sua combinação de altas velocidades e capacidade de absorção de impactos após os saltos muito longos, especialmente na dupla passagem por Ouninpohja, a etapa mais longa do rali. Estas condições colocam muita pressão nos pneus, nos carros e nos pilotos, para quem o menor erro é pago com um preço alto, como visto ao longo do fim de semana. Depois destes três ralis nórdicos dominados pelos pneus de gravilha macios, o próximo evento na Grécia marcará o regresso do composto duro, para enfrentar desafios muito diferentes, mas não menos exigentes.”

Rali Da Letónia: Kalle Rovanpera Volta A Dominar

A Toyota colocou dois dos seus pilotos nos dois primeiros lugares no Rali da Letónia, com Kalle Rovanpera a bater Sebastien Ogier. Esta é a terceira vitória da temporada para o finlandês, depois de vencer na Polónia e no Quénia.

Rovanpera liderou desde o início, graças às escolhas inteligentes e à exímia gestão dos pneus, nunca permitindo que os seus rivais se aproximassem, incluindo o seu colega de equipa Sebastien Ogier. Ott Tanak, da Hyundai, foi o melhor dos restantes, com um excelente Super Domingo, onde venceu todas as especiais.

No WRC2, Oliver Solberg teve vantagem sobre os seus rivais desde as primeiras etapas, construindo uma liderança que os seus adversários mais próximos, Mikko Heikkila e Sam Pajari (ambos a conduzir um Toyota), não conseguiram reduzir durante o resto do rali.

O DESAFIO

As estradas rápidas, com superfícies de gravilha solta e terra, levaram as equipas a preferirem os pneus Scorpion de composto macio, que eram a opção principal. No entanto, os pneus duros também tiveram um papel importante, especialmente para os pilotos que começaram mais atrás e encontraram superfícies mais limpas e muito abrasivas, particularmente na sexta-feira, o dia mais exigente do fim de semana. A assimetria dos troços contribuiu para introduzir mais variedade ao rali e à estratégia de pneus, já que algumas etapas não tiveram uma segunda passagem, enquanto algumas primeiras passagens também decorreram à tarde.

CITAÇÃO DA PIRELLI

Terenzio Testoni, Responsável Pirelli pelas atividades de rali: “Mais uma vez, assistimos a um rali interessante, em parte devido ao formato que incluía primeiras passagens também à tarde. Os pneus foram sujeitos a desafios significativos, especialmente na sexta-feira, quando as superfícies estavam mais abrasivas e as temperaturas dos pneus chegaram a ultrapassar os 150 graus centígrados, algo que nunca aconteceu antes. Isso sublinhou mais uma vez a versatilidade dos pneus macios e a sua capacidade de adaptação a todas as condições de corrida. Todavia, o desgaste verificado encontrava-se geralmente dentro dos limites esperados. Na próxima ronda, que decorrerá na Finlândia, antes da pausa de verão, o rali será semelhante a este em termos da velocidade das etapas, mas com um nível de abrasão inferior ao que se verificou nesta corrida, no dia de sexta-feira.”

Rali Da Letónia 2024: Scorpion Macio Será O Composto Principal

O Rali da Letónia fará a sua estreia como uma ronda do Campeonato Mundial, no próximo fim de semana, com uma lista de inscritos mais do que respeitável. Entre os participantes estão Sébastien Ogier, assim como o atual campeão mundial, Kalle Rovanperä, que volta ao volante depois da sua vitória na Polónia, e a dupla da Toyota, composta por Katsuta Takamoto e Elfyn Evans. Pela Hyundai, Esapekka Lappi junta-se a Thierry Neuville e Ott Tänak, atualmente primeiro e terceiro na classificação geral. A Ford também inscreveu três pilotos, nomeadamente Adrien Fourmaux, Grégoire Munster e Martins Sesks. No WRC2, destaque para Nikolay Gryazin e Oliver Solberg, ambos vencedores várias vezes em solo lituano, assim como Gus Greensmith e Sami Pajari.

O DESAFIO

Apenas algumas das equipas de WRC 1 inscritas têm experiência com caraterísticas similares às deste rali, ou seja, estradas de gravilha de alta velocidade com pouca aderência, combinadas com secções técnicas sinuosas, com muitos saltos e lombas, que representam um teste rigoroso para pneus e carros. A isto junta-se a incerteza em termos de meteorologia e o facto de as estradas ficarem mais escorregadias com ao orvalho noturno. O dia de sábado será o mais longo. Na sexta-feira, a ausência de um ponto de assistência a meio do percurso complicará ainda mais as coisas.

O novo composto macio Scorpion KX WRC SB será a opção principal. Conta com uma construção que foi revista e que proporciona uma maior durabilidade e resistência em comparação com a sua versão anterior, mantendo o nível de performance. O composto duro Scorpion KX WRC HB será a alternativa, sendo recomendado para superfícies mais abrasivas e etapas mais longas.

CITAÇÃO DA PIRELLI

Terenzio Testoni, responsável Pirelli pelas atividades de rali: “Em todos os ralis, os erros têm um custo e fazem a diferença, mas num evento como este, na Letónia, é muito mais fácil cometer um erro devido às altas velocidades e às superfícies escorregadias. Mesmo sendo a primeira vez que o Rali da Letónia aparece no calendário do WRC, algo que será novidade para muitos pilotos, é bem conhecido pela Pirelli. Nessas mesmas estradas, ganhámos várias vezes no Campeonato Europeu FIA ERC e, pelo menos em teoria, há um limite para as surpresas que pode proporcionar. Em qualquer caso, todas as equipas estão agora totalmente familiarizadas com os novos Scorpion e são capazes de tirar o máximo partido destes pneus em qualquer situação, mesmo nas mais desafiadoras como esta.”

OS PNEUS PIRELLI NA LETÓNIA

De acordo com os regulamentos, cada equipa pode usar 28 dos pneus da opção principal e 8 do composto alternativo. O número de unidades do composto alternativo pode ser aumentado para 12, o que reduz o número de unidades da opção principal em 4.

Quanto às outras categorias, os carros de Rally2 terão à sua disposição os Scorpion K6B (macios) e o novo K4C (duros), enquanto os carros de Rally3 utilizarão os K6A (macios) e os K4A (duros). Para estas categorias, a alocação é de 26 pneus do composto principal e 8 do composto alternativo. O número de unidades do composto alternativo pode ser aumentado para 12, o que reduz o número de unidades da opção principal em 4.

Rali da Sardenha: Tanak Alcança vitória na Power Stage

Ott Tanak conquistou a primeira vitória da temporada no Rali da Sardenha, superando Sebastian Ogier por apenas 0,2 segundos. O piloto da Estónia iniciou o dia de domingo com 17,1 segundos de desvantagem para o francês, mas chegou à liderança na Power Stage. Dani Sordo, da Hyundai, fechou o pódio, mas os pontos valiosos do Super Sunday e da Power Stage foram, na verdade, para Thierry Neuville, que teve uma saída de estrada na ES8, o que não lhe permitiu terminar no pódio.

Além de ver Tanak regressar ao círculo dos vencedores, a ronda italiana também carimbou a eficácia da nova geração de pneus de gravilha Pirelli Scorpion que, depois de se terem estreado em Portugal, em meados de Maio, deram provas do seu valor nas estradas da Sardenha que representam provavelmente o desafio mais difícil de toda a temporada.

As estratégias de pneus adotadas pelas equipas foram em grande parte influenciadas pelas características dos traçados e pela introdução de um novo formato que obrigava as equipas a fazer as segundas passagens sem manutenção ou troca de pneus. Sexta-feira foi o teste mais difícil para os, devido à natureza abrasiva da superfície da estrada, e o Scorpion Duro (opção principal para este rali) foi o único pneu escolhido. A única diferença estava no número de peças sobressalentes, com Sordo, Neuville, Evans e Ogier a arriscar com apenas uma. Na manhã de sábado, os pisos mais mistos das quatro etapas programadas levaram as equipas a optar por uma estratégia com 4 Scorpion Macios e 2 Duros, excetuando Adrien Fourmaux, que foi com 3 pneus de cada e Ogier que optou por 2 duros e 3 macios. À tarde, apenas a Hyundai preferiu ir com 4 duros e 2 macios, enquanto a maioria dos pilotos optou por 3 duros e 3 macios, incluindo Ogier que, na segunda parte do dia, afastou-se do pelotão. Na manhã de domingo, com superfícies mais macias e consistentes, todos optaram por cinco pneus macios, exceto Sordo que inseriu um duro no quinteto.

Sam Pajari, ao volante de um Toyota Yaris, venceu no WRC2 e  Diego Dominguez no JWRC.

CITAÇÃO PIRELLI

Terenzio Testoni, responsável pelas atividades de Rali da Pirelli: “O Rali da Sardenha confirmou que o desenvolvimento dos nossos pneus de gravilha alcançou os resultados esperados. Estamos muito satisfeitos com os comentários positivos dos pilotos, a resistência e durabilidade que demonstraram nestas etapas tão difíceis e mesmo quando se encontravam desgastados devido às primeiras passagens. Especialmente na sexta-feira, os novos pneus duros provaram claramente ser muito resistentes ao desgaste, enquanto no sábado e domingo, os novos pneus macios demonstraram ser resistentes a furos. O novo formato mais curto do rali revelou-se um desafio para todos, mas no geral diria que esta experiência realizada pela ACI, a pedido do Promotor e da FIA, foi um sucesso e foi apreciada pelos espetadores. Além de Ott, os meus parabéns também vão para Sam, que dominou no WRC2, e Diego, pela vitória no Junior WRC, ambos os jovens são excelentes representantes das suas duas escolas de rali. Por outro lado, é uma pena o facto de Seb, que largou em último na Power Stage, ter tudo que lidar com uma superfície de estrada muito desgastada e com as condições terríveis que danificaram uma jante e lhe fizeram perder segundos preciosos. Vale destacar o excelente desempenho de Roberto Daprà, apoiado pela ACI Team Italia e pela Pirelli, que terminou em nono em sua estreia no campeonato mundial no WRC2.”

Edição de 2024 do Rali da Sardenha com novo formato

O Rally Italia Sardegna será o palco da sexta etapa do campeonato mundial. Este ano, a prova regressa a Alghero, numa versão mais compacta, muito diferente das provas anteriores, com 16 etapas especiais em vez das habituais 20, cobrindo um total de 266,12 quilómetros cronometrados. Na verdade, serão apenas três dias de competição, de sexta a domingo, com o shakedown no início do primeiro dia, perto das primeiras especiais da tarde. Essa não é a única alteração, pois as etapas serão repetidas no mesmo trecho do rali, pelo que não haverá serviço ou troca de pneus antes das repetições. Estas mudanças foram bem recebidas pelos organizadores do Rali da Sardenha, a ACI, por sugestão do WRCP e da FIA, como uma experiência para tornar o rali mais acessível e emocionante para os espetadores. Ao mesmo tempo, as alterações terão um efeito bastante profundo na severidade das etapas, que, historicamente, sempre foram desafiantes para pilotos, carros e pneus. O que torna o Rali da Sardenha exigente são os pisos duros e irregulares do norte da ilha, que se tornam ainda mais acidentados nas segundas passagens, quando a superfície fina e escorregadia é varrida. O calor deverá ser um fator adicional de dificuldade, uma vez que as temperaturas podem ultrapassar a marca dos 30 graus.

O DESAFIO

Os pilotos terão de prestar especial atenção à etapa Tergu-Osilo, a primeira da prova, que será mais longa do que no passado e, portanto, será provavelmente uma das mais desafiantes de toda a temporada, com a gestão dos pneus a desempenhar um papel fundamental. Não menos desgastante será a Tula SS, devido às muitas mudanças de ritmo, e às superfícies acidentadas em estradas estreitas, e a clássica Monte Lerno, famosa pelos seus saltos complicados.

A enfrentar estes desafios juntamente com as equipas estarão os novos pneus Pirelli de gravilha que tiveram um bom desempenho na sua estreia no Rali de Portugal. Estes novos pneus apresentam uma nova construção, que garante níveis de durabilidade e resistência ainda maiores do que a geração anterior, enquanto as suas características de desempenho permanecem as mesmas.

Na Sardenha o composto duro Scorpion KX WRC HB será o principal e o composto macio Scorpion KX WRC SB será a alternativa.

CITAÇÃO PIRELLI

Terenzio Testoni, gestor de atividades de rali: “As alterações introduzidas para no Rali da Sardenha são dignas de nota e muito interessantes, colocando os organizadores na vanguarda em termos de experimentação de um novo formato de rali, a pedido do Promotor e da FIA, que provavelmente se tornará o padrão no futuro. Significa que esta edição do Rali da Sardenha será presumivelmente ainda mais desafiante e exigirá que os pilotos estejam ainda mais atentos do que o habitual, especialmente no que diz respeito à gestão dos pneus. Sabemos que é quando repetem as mesmas etapas que as coisas ficam mais desafiantes e ter de fazê-lo sem trocar os pneus significa que a utilização sensata dos pneus será fundamental.”

OS PNEUS NA SARDENHA

Para os carros de Rally1, o regulamento estipula uma alocação de 28 pneus da opção principal e 8 pneus do composto alternativo, respetivamente. As tripulações podem aumentar o número de pneus do composto alternativo para 12, o que implica reduzir as unidades do composto principal para 24.

Tal como nas restantes categorias da Sardenha, os carros de Rally2 serão fornecidos com os novos K4C (duros), que possuem as mesmas características de desenvolvimento dos novos pneus de gravilha para os carros de Rally1 e do Scorpion K6B (macios). Os carros de Rally3 terão à disposição o K4A (duro) e o K6A (macio). Para estas categorias, a alocação é de 26 pneus do composto principal e 8 do composto alternativo, o número destes últimos pode ser aumentado para 12, sendo que tal implica uma diminuição de 4 unidades do composto principal.

Novo Scorpion brilha na estreia no Rali de Portugal

Os novos pneus Scorpion passaram no exigente teste do Rali de Portugal, com Sebastien Ogier, piloto da Toyota, a bater a concorrência num rali cheio de emoção e que contou com diversas alterações na classificação. Ott Tanak, que venceu o Super Sunday, e Thierry Neuville, que levou a melhor na Power Stage, termiaram na segunda e terceira posição respetivamente.

Entre as principais características de um rali que, em alguns aspetos, foi atípico, foi o facto de o piso da estrada estar muitas vezes escorregadio durante a manhã, especialmente para os primeiros carros, devido ao orvalho, com menos terra do que o habitual, o que colocou vários desafios no que à aderência diz respeito.

Nestas condições, o composto macio Scorpion KX WRC SB, foi, sem surpresas, o principal, tendo sido de longe a escolha preferida dos pilotos de Rally1, que só optaram pelo duro na tarde de sexta-feira, para a segunda passagem daquele que foi o dia mais exigente de todo o rali.

CITAÇÃO PIRELLI

Terenzio Testoni, responsável pelas atividades de rali da Pirelli: “Estamos muito satisfeitos com os novos pneus, especialmente os macios, que provaram ser adequados para as superfícies molhadas e frias encontradas pela manhã, bem como para as condições de piso seco à tarde, quando foram usados em combinação com o composto duro, criando uma grande sinergia. Essa versatilidade, combinada com uma maior resistência, crucial para eventos como o de Portugal, é derivada das tecnologias runflat desenvolvidas pela Pirelli. É um desenvolvimento contínuo como este que serve para ultrapassar sempre os limites com soluções projetadas para os carros de topo que depois se espalham para todos os outros. Quanto à corrida, os meus elogios vão obviamente para Ogier, mas também para os pilotos da Hyundai que lutaram até ao fim, especialmente Tanak que merecia mais sorte. Takamoto também fez um excelente trabalho ao dominar a primeira parte do rali.”

No WRC2 Jan Solans, da Toyota, superou Josh McEarlan e Joona Lauri, ambos ao volante de um skoda, e aproveitou da melhor forma o azar que se abateu sobre Oliver Solberg, Gus Greensmith e Yoan Rossel, que lideraram a categoria até cerca de metade da prova.

Rali de Portugal será o palco de estreia do novo Scorpion

Portugal será o palco da estreia do novo Scorpion KX WRC, concebido para os carros de Rally1. Esta gama de pneus de gravilha apresenta uma atualização ao nível da construção, para proporcionar uma vida útil mais longa, e uma maior resistência em comparação com o seu antecessor, mantendo as suas características de desempenho inalteradas. Os novos pneus contarão com as marcações SB e HB que substituem as tradicionais SA e HA. Esta atualização está alinhada com o programa de evolução contínua dos pneus WRC. 

Estes novos pneus contaram com a utilização uso especial dos dados recolhidos pela Pirelli desde 2021 no WRC e foram testados na Sardenha e em Portugal, ou seja, nos terrenos mais desafiantes dessa temporada. A versão de composto Duro do Scorpion, destinada aos carros Rally2, apresenta uma evolução semelhante à introduzida para o Rally1.

CITAÇÃO PIRELLI

Terenzio Testoni, responsável pelas atividades de rali da Pirelli: “O WRC é uma importante plataforma de desenvolvimento para todas as categorias e campeonatos em que estamos e continuaremos envolvidos, começando pelo ERC. Portugal é uma das provas mais desafiantes do calendário e será um excelente campo de testes que nos trará importantes resultados. As equipas já manifestaram a sua satisfação com o novo produto, mais robusto que o seu antecessor, que se revelou muito popular entre os pilotos. O seu intervalo de funcionamento e desempenho permanecem inalterados, dispensando assim a necessidade de qualquer processo de aprendizagem específico.”

OS PNEUS PIRELLI EM PORTUGAL

O rali luso é conhecido pelas suas dificuldades: 

  • Estradas de gravilha muito técnicas e de alta velocidade com uma superfície inicialmente macia, arenosa e com pouca aderência;
  • Várias superfícies rochosas com pedras pontiagudas que aparecem após as primeiras passagens, que vão dificultar a vida a quem começar mais atrás;
  • Existe uma forte possibilidade de assistirmos à formação de vários sulcos profundos nos troços;
  • A meteorologia será uma incógnita e as superfícies poderão tornar-se ainda mais escorregadias e lamacentas caso se verifique a ocorrência de aguaceiros.

Por estas razões, o pneu Scorpion KX WRC SB de composto macio foi escolhido como o composto principal em Portugal, pois é capaz de proporcionar aderência mesmo nas condições mais escorregadias, mantendo o equilíbrio entre desempenho, resistência e força. O composto duro Scorpion KX WRC HB surge como alternativa, sendo mais adequado para superfícies mais abrasivas e etapas mais longas.

Os regulamentos permitem uma alocação de 28 pneus do composto principal e 8 pneus do composto alternativo. As tripulações podem escolher até 12 pneus do composto alternativo, mas isso reduzirá em 4 a alocação de pneus do composto principal.

Quanto às restantes categorias, os carros de Rally2 contarão com o Scorpion K6B (macio) e o novo K4C (duro), enquanto o Rally3 contará com o K6A (macio) e o K4A (duro). Estas categorias contarão com uma atribuição de 26 pneus do composto principal e 8 do composto alternativo. As tripulações podem escolher até 12 pneus do composto alternativo, mas isso reduzirá em 4 a alocação de pneus do composto principal.

Sebastien Ogier vence na Croácia

Sebastien Ogier levou o seu Toyota à primeira vitória de 2024, tornando-se no quarto piloto diferente a vencer um rali nos quatro eventos do WRC realizados na presente temporada. O oito vezes campeão mundial superou Elfyn Evans (Toyota) e Thierry Neuville (Hyundai), depois de um evento muito disputado. O momento decisivo aconteceu na SS 18, quando Neuville e Evans, ambos à frente do eventual vencedor, sofreram danos nos seus carros depois de terem saído de estrada em dois pontos particularmente escorregadios do percurso. Estes dois episódios exemplificaram na perfeição a natureza escorregadia e a sujidade presentes nas estradas croatas, especialmente na manhã de domingo, o que criou condições muito complicadas para pilotos e pneus, apesar da ausência de chuva (que ameaçou ao longo de todos os dias).

O DESAFIO

Na realidade, a chuva que se esperava acabou por não marcar presença no evento croata. Todavia, ainda assim, o perigo de chuva influenciou a escolha de pneus dos pilotos, já que, no sábado, por precaução, todos optaram por transportar um bom número de pneus de chuva e do composto macio, que foi capaz de lidar com o piso totalmente seco sem muitos problemas.

As estratégias de pneus dos pilotos variaram consideravelmente ao longo dos três dias, com os carros a saírem sempre com uma combinação de pneus duros e macios, com a adição do pneu de chuva nas duas secções do dia de sábado.

CITAÇÃO PIRELLI

Terenzio Testoni, responsável pelas atividades de Rali da Pirelli: “Assistimos a um rali maravilhoso e emocionante, no qual foi muito fácil cometer erros. Parabéns a todos os vencedores nas diversas categorias. Do ponto de vista técnico, o rali produziu as dificuldades que esperávamos, em termos da fraca aderência e da sujidade, que foi particularmente significativa no domingo. Os pneus responderam bem às várias exigências, mesmo quando as escolhas feitas pelas equipas se revelaram erradas, devido ao tempo enganador. A resistência ao desgaste dos pneus fez com que o evento decorresse sem problemas, mesmo quando nas situações em se verificaram danos nos sistemas das rodas em vários carros. Na verdade, a utilização de todos os compostos, incluindo os de chuva, significou que todos os carros tinham pneus novos disponíveis para enfrentar o desafio do Super Domingo, que, no final, foi decidido por dois erros, completamente compreensíveis quando se considera o nível de competição, e quando restavam poucas etapas para disputar.”

WRC2 E JWRC

Nicolaj Grazin foi o vencedor confortável do WRC2, ao volante do seu Citroen C3 Rally 2, controlando o rali do início ao fim. O segundo e terceiro lugares foram para Yohan Rossel (Citroen C3) e Pepe Lopez (Skoda Fabia RS). Romet Jürgenson (Ford Fiesta Rally3) conquistou a vitória no Junior WRC.

Rali Da Croácia: Encontrar Aderência Será Um Verdadeiro Desafio Para Todas As Equipas

O Rali da Croácia já nos habituou a provas muito disputadas e este ano não deverá ser diferente para as provas do WRC e do Junior WRC. As 20 especiais, com o total de 304,38 quilómetros, são agora bem conhecidas pelos pilotos, mas isso não significa que sejam menos desafiantes. Estes serão os principais desafios:

Grande discrepância entre os tipos de superfícies, geralmente escorregadias, com diferentes níveis de aderência de uma etapa para outra;

Muitos traçados de asfalto irregular e buracos, que podem piorar com as condições meteorológicas;

As superfícies das estradas, que são rápidas, mas ao mesmo tempo estreitas, podem piorar à medida que os carros vão passando

Está prevista chuva ocasional para o fim de semana.

PNEUS PIRELLI NA CROÁCIA

P Zero RA WRC: O pneu de rali de asfalto da Pirelli está disponível em dois compostos. A escolha principal será a versão de composto duro (P Zero RA WRC HA), mais adequada para enfrentar as superfícies mais abrasivas e as etapas mais longas, enquanto a versão de composto macio (P Zero RA WRC SA) surge como a alternativa, sendo um pneu normalmente mais adequado para condições mais escorregadias ou quando o asfalto está molhado devido à chuva ou à geada noturna.

P Zero RA: é a gama utilizada nos campeonatos de WRC2, WRC3 e Junior WRC. Estará disponível na versão de composto duro (RA5A). Estes pneus partilham muitas das características dos pneus WRC instalados nos carros de topo.

Para os carros de Rally2, a Croácia marca a estreia do novo pneu macio, o RA7+C, que proporciona melhores níveis de desempenho quando a superfície da etapa é uma mistura de piso molhado e seco. O novo pneu macio RA7+A, características semelhantes e desenvolvido para carros de Rally3, também fará a sua estreia nas estradas croatas.

Cinturato RW: É o pneu disponível para enfrentar a chuva. O Cinturato WRC RWB foi desenvolvido exclusivamente para os carros de Rally1. O Rally2 terá o novo RWC e os carros do Rally3 usarão o Cinturato RW1C.

As regras estabelecem que cada carro de Rally1 pode utilizar um total de 28 pneus ao longo do rali. A alocação é de 28 pneus P Zero RA WRC HA, a opção principal, 18 da opção P Zero RA WRC SA e 12 do Cinturato RWB para chuva. Os carros das categorias WRC2 e WRC3 (assim como a categoria júnior) podem utilizar até 26 pneus, com a alocação de 26 unidades do composto principal, 18 da alternativa e 12 de chuva. 

CITAÇÃO PIRELLI

Terenzio Testoni, Diretor de Atividades de Rali: “A gestão dos pneus sempre foi um fator chave na Croácia, onde as estradas são rápidas, mas também muito suaves. Na verdade, o verdadeiro desafio para todas as equipas será a aderência, que pode ser muito fraca em algumas secções que tendem a ficar muito sujas. No ano passado, a sujidade acumulada em cada passagem foi uma característica real do rali, razão pela qual a utilização de pneus macios foi generalizada mesmo em superfícies perfeitamente secas. Espero que seja um rali imprevisível até ao fim, com muito drama, como sempre.”