Edição de 2024 do Rali da Sardenha com novo formato

Rally Italia Sardegna será o palco da sexta etapa do campeonato mundial. Este ano, a prova regressa a Alghero, numa versão mais compacta, muito diferente das provas anteriores, com 16 etapas especiais em vez das habituais 20, cobrindo um total de 266,12 quilómetros cronometrados. Na verdade, serão apenas três dias de competição, de sexta a domingo, com o shakedown no início do primeiro dia, perto das primeiras especiais da tarde. Essa não é a única alteração, pois as etapas serão repetidas no mesmo trecho do rali, pelo que não haverá serviço ou troca de pneus antes das repetições. Estas mudanças foram bem recebidas pelos organizadores do Rali da Sardenha, a ACI, por sugestão do WRCP e da FIA, como uma experiência para tornar o rali mais acessível e emocionante para os espetadores. Ao mesmo tempo, as alterações terão um efeito bastante profundo na severidade das etapas, que, historicamente, sempre foram desafiantes para pilotos, carros e pneus. O que torna o Rali da Sardenha exigente são os pisos duros e irregulares do norte da ilha, que se tornam ainda mais acidentados nas segundas passagens, quando a superfície fina e escorregadia é varrida. O calor deverá ser um fator adicional de dificuldade, uma vez que as temperaturas podem ultrapassar a marca dos 30 graus.

O DESAFIO

Os pilotos terão de prestar especial atenção à etapa Tergu-Osilo, a primeira da prova, que será mais longa do que no passado e, portanto, será provavelmente uma das mais desafiantes de toda a temporada, com a gestão dos pneus a desempenhar um papel fundamental. Não menos desgastante será a Tula SS, devido às muitas mudanças de ritmo, e às superfícies acidentadas em estradas estreitas, e a clássica Monte Lerno, famosa pelos seus saltos complicados.

A enfrentar estes desafios juntamente com as equipas estarão os novos pneus Pirelli de gravilha que tiveram um bom desempenho na sua estreia no Rali de Portugal. Estes novos pneus apresentam uma nova construção, que garante níveis de durabilidade e resistência ainda maiores do que a geração anterior, enquanto as suas características de desempenho permanecem as mesmas.

Na Sardenha o composto duro Scorpion KX WRC HB será o principal e o composto macio Scorpion KX WRC SB será a alternativa.

CITAÇÃO PIRELLI

Terenzio Testoni, gestor de atividades de rali: “As alterações introduzidas para no Rali da Sardenha são dignas de nota e muito interessantes, colocando os organizadores na vanguarda em termos de experimentação de um novo formato de rali, a pedido do Promotor e da FIA, que provavelmente se tornará o padrão no futuro. Significa que esta edição do Rali da Sardenha será presumivelmente ainda mais desafiante e exigirá que os pilotos estejam ainda mais atentos do que o habitual, especialmente no que diz respeito à gestão dos pneus. Sabemos que é quando repetem as mesmas etapas que as coisas ficam mais desafiantes e ter de fazê-lo sem trocar os pneus significa que a utilização sensata dos pneus será fundamental.”

OS PNEUS NA SARDENHA

Para os carros de Rally1, o regulamento estipula uma alocação de 28 pneus da opção principal e 8 pneus do composto alternativo, respetivamente. As tripulações podem aumentar o número de pneus do composto alternativo para 12, o que implica reduzir as unidades do composto principal para 24.

Tal como nas restantes categorias da Sardenha, os carros de Rally2 serão fornecidos com os novos K4C (duros), que possuem as mesmas características de desenvolvimento dos novos pneus de gravilha para os carros de Rally1 e do Scorpion K6B (macios). Os carros de Rally3 terão à disposição o K4A (duro) e o K6A (macio). Para estas categorias, a alocação é de 26 pneus do composto principal e 8 do composto alternativo, o número destes últimos pode ser aumentado para 12, sendo que tal implica uma diminuição de 4 unidades do composto principal.

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