Categoria: Pirelli

GP de Miami 2026: Antonelli conquista a sua terceira vitória consecutiva

Depois de uma pausa de várias semanas, a Fórmula 1 regressou à ação em Miami e, uma vez mais, foi Kimi Antonelli quem conquistou a vitória. O piloto da Mercedes alcançou o seu terceiro triunfo consecutivo e subiu ao lugar mais alto do pódio. Lando Norris, na segunda posição, e Oscar Piastri, na terceira, completaram o pódio.

A corrida foi antecipada em três horas devido às previsões meteorológicas adversas para o horário originalmente previsto do Grande Prémio. Ainda assim, a prova ficou marcada por muita ação desde o início, com várias ultrapassagens logo nas primeiras voltas. Na fase inicial, os incidentes que envolveram Isack Hadjar e Pierre Gasly levaram à entrada do Safety Car. A neutralização foi aproveitada por Max Verstappen e Valtteri Bottas, que anteciparam as respetivas paragens nas boxes.

Depois de um arranque difícil, o piloto neerlandês da Red Bull conseguiu regressar à luta pelo pódio ao trocar os pneus Médios por um conjunto de Duros na volta 6. Já o piloto da Cadillac optou pelos Macios na mesma volta, antes de parar novamente na volta 21 para montar pneus Médios.

Isack Hadjar foi o único piloto a partir da via das boxes com pneus Duros, enquanto os restantes alinharam na grelha com pneus Médios. Com exceção de Bottas, Alonso e Stroll, que escolheram os Macios nas respetivas paragens nas boxes, todos os outros optaram por pneus Duros. As estratégias foram quase exclusivamente de uma só paragem, à exceção de Stroll e Bottas, que passaram duas vezes pelas boxes.

Na luta pelo campeonato, Antonelli aumenta a vantagem sobre os rivais: o piloto de 19 anos lidera agora a classificação com 100 pontos, contra os 76 de George Russell.

Dario Marrafuschi – Diretor Pirelli Motorsport

A corrida foi bastante linear do ponto de vista estratégico, apesar da incerteza em torno da possibilidade de chuva se ter mantido até ao último momento. A única verdadeira variável foi a entrada do Safety Car na volta 6, que permitiu a alguns pilotos, incluindo Verstappen, parar cedo e diferenciar-se do restante pelotão. No caso do neerlandês, essa opção parece ter dado alguns frutos.

Além disso, todos os pilotos da grelha optaram pela flexibilidade de começar com pneus Médios, com a maioria a substituí-los dentro do intervalo que tínhamos antecipado. As temperaturas mais baixas em comparação com os dias anteriores contribuíram ainda para reduzir a degradação dos pneus. Um exemplo claro foi o turno final de 51 voltas de Verstappen com pneus Duros, concluído sem qualquer necessidade de gerir o ritmo. O mesmo trio de compostos será utilizado na próxima ronda, em Montreal, dentro de três semanas.

Calendário Pirelli 2027 com dois fotógrafos e a Índia como protagonista

Milão, 4 de maio de 2026 — A Pirelli anuncia que o Calendário 2027 terá a Índia como grande protagonista. Pela primeira vez na história do The Cal™, a edição de 2027 contará com o trabalho de dois fotógrafos distintos: o reconhecido fotógrafo norueguês Sølve Sundsbø e o mestre indiano Raghu Rai, falecido recentemente.

A morte de Raghu Rai deixou uma profunda tristeza entre todos aqueles que tiveram o prazer de o conhecer e de trabalhar com ele e com a sua família. Ao longo dos últimos três meses, o mestre indiano desenvolveu uma série original de fotografias que refletem a sua herança e a sua visão da Índia para o Calendário.

A Pirelli e a família Rai estão empenhadas em honrar o legado do mestre Raghu Rai e em assegurar a concretização da parte do Calendário por ele concebida. Avani Rai, filha de Raghu Rai, e também uma fotógrafa de renome internacional, assumirá a continuidade do trabalho, com o propósito de dar forma à visão e às intenções deixadas pelo pai.

Avani Rai partilhou as seguintes palavras: «O trabalho que o meu pai criou para a Pirelli foi uma homenagem à Índia, ao unir a visão de uma vida a uma expressão mais contemporânea do seu povo e da sua diversidade, algo que sempre o atraiu profundamente. Não consigo suportar a ideia de que este projeto fique por realizar. Dar-lhe vida é, para mim, profundamente pessoal, como se entrasse no seu olhar e na forma como ele via a Índia através da câmara. A fotografia foi o seu presente para mim, não apenas enquanto ofício, mas como uma forma de ver, e foi nesse lugar que encontrámos uma ligação silenciosa e profunda. Dar continuidade a este trabalho é uma forma de permanecer próxima dele e de manter viva em mim uma parte de quem ele foi.»

Em paralelo, a Pirelli tem o prazer de voltar a convidar Sølve Sundsbø, responsável pelo The Cal™ de 2026, para apresentar uma segunda perspetiva no Calendário de 2027. A sensibilidade e a estética inovadora do seu trabalho, aliadas à experiência pessoal de Avani Rai no seu país e ao conhecimento íntimo que possui da obra do pai, permitirão oferecer dois olhares distintos sobre este país extraordinário.

Sundsbø afirmou: «É uma grande honra voltar a ser convidado para contribuir para o Calendário Pirelli. Tenho muito gosto em fazê-lo ao lado de Avani Rai e em prestar homenagem ao legado do seu pai. É uma oportunidade extraordinária para explorar a Índia. Ambos daremos o nosso melhor para celebrar este país e a memória do Sr. Rai através desta colaboração.»

Fórmula 1 regressa a Miami

A primeira corrida nos Estados Unidos da América da temporada de Fórmula 1 de 2026 terá lugar no próximo fim de semana, em Miami, depois de uma longa pausa decorrente do cancelamento dos Grandes Prémios do Bahrain e da Arábia Saudita. O Grande Prémio de Miami realiza-se num circuito urbano, especificamente preparado para o evento em redor do Hard Rock Stadium, casa dos Miami Dolphins. O traçado, que percorre zonas de vias públicas e áreas de estacionamento do estádio, conta com uma extensão de 5,412 quilómetros.

Para enfrentar as 57 voltas no Miami International Autodrome, um traçado composto por 19 curvas e três longas retas, as equipas terão à disposição os três compostos mais macios da gama Pirelli: C3, C4 e C5. A designação foi atribuída ao circuito aquando da sua corrida inaugural, em 2022. O asfalto, repavimentado em 2023, apresenta um nível reduzido de rugosidade, mas espera-se um aumento progressivo de aderência ao longo do fim de semana, à medida que a pista evoluir.

Uma característica interessante observada no ano passado foi a rapidez com que o circuito secou. Esse aspeto ficou claramente demonstrado durante a Sprint, a corrida curta que também integrará o programa desta temporada, quando os pilotos trocaram os pneus intermédios pelos slicks ao longo das 19 voltas, apesar da chuva intensa que tinha caído antes do início da corrida. As condições meteorológicas instáveis poderão voltar a trazer surpresas ao longo do próximo fim de semana.

Deverá haver menos incertezas no que respeita à estratégia de corrida. A degradação dos pneus em Miami tem sido sempre limitada, graças às características do circuito, o que permite aos pilotos prolongar os seus stints e realizar apenas uma paragem nas boxes durante a corrida. Outro fator a considerar no domingo será a possibilidade de neutralizações, comuns em qualquer circuito urbano, onde a precisão é fundamental para evitar contactos com as barreiras.

Em 2025

Oscar Piastri foi o vencedor da edição do ano passado, com uma estratégia bastante linear. No início da corrida, os pilotos dividiram-se entre os que optaram pelos Médios e os que escolheram os Duros, mantendo as opções em aberto em caso de neutralização ou de alteração súbita das condições meteorológicas. A maioria das paragens nas boxes foi realizada a meio da corrida. A degradação reduzida permitiu stints bastante longos com todos os compostos utilizados.

Estatísticas

Nas quatro edições realizadas até ao momento, Max Verstappen saiu vencedor em duas ocasiões, enquanto os dois pilotos da McLaren repartiram entre si as vitórias nas duas últimas temporadas. No entanto, nenhum dos pilotos Papaya conseguiu ainda garantir a pole position neste evento: Verstappen soma duas poles e as restantes foram conquistadas por Charles Leclerc e Sergio Perez.

Edição especial do boné de pódio Pirelli

O boné de pódio de Miami, desenhado por Denis Dekovic para a Pirelli Design, é inspirado num predador marinho. Tal como a pele de tubarão, a edição especial apresenta tons de cinzento. A referência ao animal está também presente nos autocolantes aplicados na pala, que representam as suas mandíbulas ou o seu corpo. O boné Pirelli já se encontra disponível para compra na plataforma de comércio eletrónico: https://store.pirelli.com.

Pirelli Hot Laps

A corrida marca igualmente o arranque do programa Pirelli Hot Laps de 2026 que há oito anos proporciona aos fãs a emoção única de uma volta a alta velocidade em alguns dos circuitos mais icónicos da Fórmula 1, durante os fins de semana de corrida. Convidados e VIPs poderão desfrutar de uma experiência inesquecível no banco do passageiro de um superdesportivo de estrada equipado com pneus Pirelli, ao lado de um piloto profissional, para uma volta completa ao circuito. O programa prosseguirá no Mónaco, Silverstone, Monza, Austin, Las Vegas e Abu Dhabi. Este ano, sete fabricantes disponibilizaram os seus modelos mais recentes: Alpine, Aston Martin, Audi, Ferrari, Ford, McLaren e Mercedes AMG. Em 2025, os passageiros completaram mais de 2.500 voltas ao longo de 32 sessões em pista, com 69 pilotos diferentes ao volante, incluindo atuais pilotos de Fórmula 1, bem como especialistas em corridas de resistência e GT.

Pirelli P Zero R para o novo Porsche 911 Turbo S

Milão, 15 de abril de 2026 — A Pirelli desenvolveu um novo pneu P Zero R especificamente para o Porsche 911 Turbo S, a versão mais potente alguma vez produzida em mais de 60 anos de história do 911. O ADN tecnológico deste produto partilha características com as soluções de competição da Pirelli, amplamente apreciadas no segmento Prestige, e confere uma resposta dinâmica excecional aos veículos de mais elevado desempenho.

Desempenho à medida para extrair a máxima potência

O P Zero R para o Porsche 911 Turbo S foi desenvolvido para transferir eficazmente para o solo os 523 kW (711 cv) disponibilizados pelo motor. O seu design específico permite suportar um binário de 800 Nm e potencia as capacidades dinâmicas do novo modelo e o prazer de condução. Para além de elevados níveis de aderência em piso seco, o pneu assegura uma tração consistente em diferentes superfícies e condições meteorológicas, com especial atenção à segurança e ao controlo em piso molhado. O design da banda de rodagem foi concebido para minimizar o ruído, melhorar o conforto e otimizar a resistência ao rolamento, o que contribui para a eficiência global do veículo.

Filosofia Pirelli Perfect Fit e especificações técnicas

Em linha com a filosofia Pirelli Perfect Fit, cada pneu é concebido para corresponder com precisão às características técnicas do veículo a que se destina. Esta abordagem colaborativa, já bem estabelecida entre a Pirelli e a Porsche, conduziu ao desenvolvimento de versões específicas do P Zero R para outros modelos da gama 911, como o Porsche 911 GTS, o primeiro com motorização híbrida. Os novos pneus P Zero R para o Porsche 911 Turbo S apresentam a marcação “N” no flanco, que simboliza o desenvolvimento conjunto para garantir uma adaptação ideal a cada versão do 911. Para otimizar a área de contacto e a tração do novo automóvel, o eixo traseiro utiliza pneus na medida 325/30 ZR 21, dez milímetros mais largos do que na geração anterior. O eixo dianteiro mantém pneus na medida 255/35 ZR 20, assegurando o equilíbrio dinâmico exigido a este modelo de referência no seu segmento.

Segunda vitória consecutiva de Antonelli na Fórmula 1

Kimi Antonelli conquistou a sua segunda vitória na Fórmula 1. Apesar de um mau arranque, o piloto da Mercedes conseguiu voltar à luta pela vitória, ao aproveitar da melhor forma um período de Safety Car e ao cronometrar com precisão a sua paragem nas boxes. Oscar Piastri terminou na segunda posição e Charles Leclerc assegurou o terceiro lugar.

Tal como aconteceu nas duas rondas anteriores, a terceira corrida da temporada trouxe mudanças significativas ao longo do pelotão após o apagar das luzes. Enquanto Antonelli teve dificuldades no arranque, Oscar Piastri e Charles Leclerc conseguiram excelentes partidas. Isso permitiu a Piastri assumir de imediato a liderança, que o piloto da McLaren manteve até à sua paragem programada.

Embora a sua ida às boxes tenha corrido sem problemas, o Safety Car entrou em pista apenas algumas voltas depois, o que jogou claramente a favor de Antonelli. O jovem italiano aproveitou a situação para assumir a liderança, e não voltou a ceder a posição até ao final da corrida.

Atrás dele, Piastri, Lewis Hamilton, George Russell e Leclerc travaram uma excelente luta pelas restantes posições do pódio. Importa destacar que Hamilton também soube tirar partido do Safety Car, ao reproduzir a estratégia de Antonelli e parar de imediato.

Como se previa, as condições meteorológicas mantiveram-se favoráveis no domingo, embora tenham sido registados valores de temperatura ligeiramente mais baixos do que os registados nas sessões de sexta-feira e sábado. Depois de uma primeira fase do fim de semana marcada pelo sol, a corrida realizou-se sob céu encoberto, com temperaturas na ordem dos 18 graus.

Em consequência, a corrida decorreu, do ponto de vista estratégico, em larga medida como se esperava. A maior parte da grelha optou por uma estratégia de uma só paragem, com todos os pilotos, à exceção de Valtteri Bottas, a iniciarem a corrida com o composto Médio (C2). Bottas escolheu partir com os Duros (C1). Enquanto o restante pelotão passou para o pneu Duro no segundo turno, Bottas mudou para os Médios.

Antonelli lidera agora a classificação do Campeonato do Mundo com 72 pontos. Russell desce à segunda posição, com 63 pontos, enquanto Charles Leclerc sobe ao terceiro lugar, com 49 pontos. Além disso, Antonelli fez história ao tornar-se o piloto mais jovem e o primeiro adolescente de sempre a liderar o Campeonato do Mundo de Fórmula 1.

Dario Marrafuschi – Diretor Pirelli Motorsport

A estratégia mais rápida no papel foi, essencialmente, a adotada por todos os pilotos em prova, sendo que Valtteri Bottas foi o único a seguir uma abordagem diferente. Nenhuma equipa considerou assumir o risco de utilizar o composto Macio, quer na fase inicial, quer nas voltas finais, apesar de este se manter como uma opção viável, tendo em conta a baixa degradação registada nos dias anteriores. A utilização do C3 por Alexander Albon não resultou claramente de considerações estratégicas, atendendo ao elevado número de passagens pelas boxes que efetuou.

O Safety Car, acionado após a saída de pista de Oliver Bearman, beneficiou claramente os pilotos que não tinham tentado o undercut, incluindo o vencedor da corrida, Kimi Antonelli. Ainda assim, considera-se que, sem a neutralização, as paragens nas boxes teriam ocorrido nas voltas imediatamente seguintes.

A presença da Pirelli no Japão não termina hoje, estando agendados, para terça e quarta-feira, dois dias de testes no Circuito de Suzuka, com vista ao desenvolvimento dos pneus de piso seco da próxima temporada. Em pista, com um monolugar cada, estarão as equipas Red Bull Racing e RB Formula One Team.

Grande Prémio do Japão 2026: Suzuka põe à prova o trio mais duro da gama

Suzuka é um dos circuitos mais apreciados pelos pilotos de Fórmula 1, por colocar verdadeiramente à prova as suas capacidades de condução. O traçado do Grande Prémio do Japão é também um dos mais exigentes do calendário, com dezoito curvas, várias delas icónicas na história da modalidade, e uma configuração singular em forma de oito.

As forças e cargas geradas pelas constantes mudanças de direção, combinadas com secções de alta velocidade, tornam os 5,807 quilómetros do circuito japonês particularmente exigentes para os pneus. Por esse motivo, foram selecionados os três compostos mais duros da gama: C1 (Duro), C2 (Médio) e C3 (Macio). A escolha marca a estreia do C1 em Suzuka nesta época, após não ter sido utilizado nas duas primeiras corridas do ano.

O circuito, propriedade da Honda, foi repavimentado antes da edição de 2025, desde a saída da primeira chicane até ao final do primeiro setor. Este ano, os trabalhos avançaram com a conclusão praticamente total dos dois setores restantes, até à Curva 17. O novo asfalto deverá apresentar-se liso e ainda pouco emborrachado, traduzindo-se em níveis de aderência relativamente baixos.

Contudo, a maior extensão da nova superfície, com características semelhantes às do primeiro setor, poderá exigir uma monitorização mais atenta da granulação e do seu impacto na degradação ao longo do fim de semana. Já na sexta-feira será possível obter indicações mais claras sobre o cenário que as equipas poderão enfrentar.

Será particularmente relevante observar o comportamento dos extremos da gama selecionada. Caso o C1 ofereça níveis de aderência satisfatórios e o C3 revele consistência semelhante à demonstrada em Xangai, os três compostos poderão assumir um papel determinante na definição das estratégias de corrida.

A temperatura será igualmente um fator decisivo. O Grande Prémio do Japão realiza-se uma semana mais cedo do que no ano passado. Nessa altura, os valores da temperatura ambiente situaram-se em torno dos 15 °C.

Na ausência de aumentos significativos, a degradação térmica deverá manter-se controlada. Assim, a possibilidade de completar a corrida com uma única paragem dependerá sobretudo da intensidade da granulação e do seu impacto no desempenho. Em qualquer caso, as equipas terão de dedicar especial atenção à preparação da qualificação, momento em que será essencial colocar os pneus no intervalo de funcionamento adequado.

Em 2025

A estratégia mais rápida em Suzuka no ano passado, e a escolhida pela maioria dos pilotos, foi a de uma paragem. Quinze carros, entre os quais a maioria da frente da grelha, partiram com o composto Médio, enquanto alguns pilotos das posições mais recuadas optaram pelo Macio e outros pelo Duro. As baixas temperaturas permitiram turnos muito longos com os dois compostos mais duros, sem perdas significativas de tempo por volta. Os três pilotos que terminaram no pódio trocaram os Médios pelos Duros perto da 20.ª volta e completaram a corrida com esse composto até à bandeira de xadrez.

Estatísticas

A próxima corrida será o quadragésimo Grande Prémio do Japão. A primeira edição realizou-se em 1976, em Fuji, circuito que recebeu um total de quatro corridas. Todas as restantes tiveram lugar em Suzuka. Michael Schumacher é o piloto mais bem-sucedido no Japão, com seis vitórias, mais uma do que Lewis Hamilton. A McLaren lidera entre os construtores, com nove triunfos, seguida da Red Bull, com oito.

Edição especial do boné de pódio

O pódio do Grande Prémio do Japão vai também receber o terceiro boné de 2026 criado pela Pirelli Design, em colaboração com o designer Denis Dekovic. Esta edição especial do boné de pódio inspira-se nas flores de cerejeira, cuja floração coincide com a altura em que Suzuka recebe a corrida. O boné já se encontra disponível na plataforma de comércio eletrónico da Pirelli: https://store.pirelli.com.

Grande Prémio da China 2026: Kimi Antonelli conquista a primeira vitória na Fórmula 1

O piloto da Mercedes, Kimi Antonelli, conquistou a sua primeira vitória na Fórmula 1. Depois de se ter tornado o mais jovem piloto de sempre a conquistar uma pole position, no passado sábado, Antonelli converteu essa pole numa vitória no Grande Prémio da China. A última vez que um piloto italiano venceu uma corrida de Fórmula 1 foi em 2006, quando Giancarlo Fisichella triunfou no Grande Prémio da Malásia.

Tal como aconteceu na corrida de abertura da temporada, as primeiras voltas do Grande Prémio da China foram marcadas por um intenso duelo na frente entre os Ferrari e os pilotos da Mercedes. No entanto, Antonelli manteve a calma e aproveitou o relançamento da corrida após o primeiro período de Safety Car para se distanciar da concorrência. A disputa entre os perseguidores fez com que os pilotos da Ferrari e Russell perdessem tempo significativo para Antonelli, que foi aumentando gradualmente a sua vantagem. Quando Russell conseguiu finalmente ultrapassar os dois Ferrari, não foi capaz de alcançar o seu companheiro de equipa que, apesar de um pequeno erro nas voltas finais, garantiu a sua primeira vitória num Grande Prémio.

Antonelli alcançou este resultado depois de seguir uma estratégia de apenas uma paragem, decisão também seguida por Russell. Ambos os pilotos partiram com o composto médio e trocaram para o composto duro durante um período de Safety Car na décima volta. Ambos conseguiram gerir eficazmente os pneus, o que eliminou a necessidade de novas paragens. Atrás da dupla da Mercedes, os pilotos da Ferrari seguiram a mesma estratégia, tal como Oliver Bearman, que terminou num excelente quinto lugar.

Enquanto os sete primeiros classificados optaram todos por uma estratégia de uma paragem (composto Médio para Duro), Isack Hadjar terminou em oitavo com uma abordagem diferente. O piloto da Red Bull partiu com o composto macio, mas dirigiu-se imediatamente às boxes para montar pneus duros após uma derrapagem na volta inicial. O francês voltou a parar durante o Safety Car para colocar outro conjunto novo de pneus duros. Com esses pneus, completou a corrida até ao final e garantiu pontos para a sua equipa.

Antonelli e Russell foram acompanhados no pódio por Lewis Hamilton, que terminou em terceiro lugar, imediatamente à frente do seu companheiro de equipa Charles Leclerc. A próxima corrida está marcada para daqui a duas semanas, quando o mundo da Fórmula 1 viajará até ao lendário circuito de Suzuka para o Grande Prémio do Japão.

Dario Marrafuschi – Diretor Pirelli Motorsport

Antes de mais, gostaria de felicitar Kimi Antonelli pela sua primeira vitória na Fórmula 1. Passaram exatamente vinte anos desde a última vez que um piloto italiano triunfou num Grande Prémio de Fórmula 1, e este momento histórico ocorreu hoje numa corrida repleta de ultrapassagens e reviravoltas.

Como era esperado, a estratégia de uma única paragem revelou-se a mais eficaz em Xangai, e as equipas não alteraram a sua abordagem mesmo quando um Safety Car neutralizou a corrida na volta nove. Em vez disso, o intervalo de paragem nas boxes para os pilotos que tinham iniciado com pneus Médios foi antecipado.

O último stint com pneus Duros para dez pilotos ultrapassou as 45 voltas, com pneus que se encontravam claramente nas fases finais do seu desgaste, mas ainda capazes de manter uma consistência razoável. De facto, o próprio vencedor estabeleceu a volta mais rápida da corrida na volta cinquenta e duas.

Por outro lado, aqueles que tinham escolhido o composto identificado pela faixa branca no início da corrida tiveram a oportunidade de permanecer em pista durante a neutralização, ganhando algumas posições. Contudo, não demorou muito até que os adversários com pneus novos recuperassem os primeiros lugares.

Alpine, Haas e Racing Bulls, por exemplo, foram equipas que exploraram estas duas estratégias para criar diferentes oportunidades para os seus pilotos. O composto Macio também foi utilizado no início da corrida, com os pilotos da Red Bull a tirarem partido da aderência adicional para tentar ganhar posições assim que as luzes se apagaram. Pode concluir-se que os três compostos de pneus se revelaram opções válidas para a definição de estratégias de corrida eficazes.

Pirelli P Zero R e P Zero Trofeo RS no mercado de substituição de pneus de Ultra Alta Performance

A experiência adquirida através do desenvolvimento de pneus à medida para os principais fabricantes de automóveis moldou a criação de novas medidas para o mercado de substituição.

Segundo a Tyre Reviews, o P Zero R destacou-se como o melhor em travagem em piso seco e o mais rápido em condições de piso molhado no comparativo Performance Summer Tyres 2026.

Milão, 23 de março de 2026 — Os Pirelli P Zero R e P Zero Trofeo RS, pneus de equipamento original para automóveis desportivos, passam agora a estar disponíveis também no mercado de substituição. A experiência adquirida no desenvolvimento de pneus à medida para os modelos de mais elevado desempenho dos segmentos Prestige e Premium está agora acessível a todos os condutores que procuram pneus de Ultra Alta Performance para explorar todo o potencial do seu veículo. O P Zero R e o P Zero Trofeo RS representam o expoente máximo da gama P Zero e resultam de um desenvolvimento conjunto com os principais fabricantes de automóveis de luxo, tendo já sido aplicados em mais de 60 modelos, desde desportivos e superdesportivos europeus até muscle cars americanos. A qualidade destes produtos foi confirmada por testes recentes conduzidos pela publicação independente Tyre Reviews, que classificou o P Zero R como o melhor pneu de performance de 2026, descrevendo-o como uma “vitória impressionante”, graças ao seu desempenho em piso seco e molhado.

P Zero R e P Zero Trofeo RS: a proposta da Pirelli para automóveis desportivos

A família P Zero, que tem como características os elevados níveis de segurança e de desempenho duradouro, representa o expoente tecnológico da Pirelli. O P Zero R foi desenvolvido principalmente para automóveis desportivos e para os modelos de desempenho de topo do segmento Prestige, enquanto o P Zero Trofeo RS foi concebido para garantir o máximo desempenho de automóveis desportivos e superdesportivos em pista, mas com homologação para utilização em estrada.

Graças aos compostos de nova formulação, o P Zero R oferece excelentes níveis de aderência em diferentes tipos de asfalto e em diversas condições meteorológicas, com especial enfoque na condução em piso molhado. O design da banda de rodagem contribui também para a redução do ruído de rolamento. Esta versatilidade resulta, em grande medida, da seleção de materiais no composto da banda de rodagem.

Os elevados níveis de desempenho do P Zero R foram recentemente confirmados pela Tyre Reviews, que o classificou como o melhor entre oito pneus de verão de Ultra Alta Performance na medida 235/35 R19. Em piso seco, ocupou o primeiro lugar tanto em travagem como em manobrabilidade. Nos ensaios em piso molhado, venceu o teste de manobrabilidade e alcançou os melhores resultados em travagem. “Inspira grande confiança mesmo em condições de condução extremas”, referiu a Tyre Reviews.

O P Zero Trofeo RS é um pneu semi-slick cujos atributos principais são os elevados níveis de desempenho e a consistência. Mesmo nas condições mais exigentes de pista, mantém níveis de desempenho elevados ao longo do tempo, o que permite ao condutor explorar plenamente o potencial do veículo durante vários turnos. Desde a sua estreia, estabeleceu recordes em várias categorias num dos circuitos mais exigentes do mundo, o Nürburgring Nordschleife, demonstrando o elevado nível de desempenho que o caracteriza.

Desenvolvimento com recurso às tecnologias mais avançadas

As novas medidas, desenvolvidas em Milão com recurso ao simulador do centro de I&D da Pirelli, que permite virtualizar o desenvolvimento de novos produtos, são produzidas através da tecnologia MIRS (Modular Integrated Robot System) e das mais avançadas inovações dedicadas ao fabrico de pneus de Ultra Alta Performance. A tecnologia MIRS é utilizada na unidade italiana de Settimo Torinese e na unidade norte-americana de Rome, Georgia, onde se concentra a produção da nova gama para o mercado de substituição, em particular para automóveis desportivos e muscle cars locais.

Para responder às diferentes necessidades dos clientes, a Pirelli disponibiliza várias soluções inovadoras nos pneus de equipamento original: Elect, concebida para potenciar as características dos veículos elétricos; RunFlat, que permite continuar a conduzir após um furo; PNCS (Pirelli Noise Cancelling System), que reduz o ruído no habitáculo através de um material absorvente no interior do pneu; e o sistema Cyber Tyre, que recolhe e transmite informação em tempo real através de sensores integrados no pneu, contribuindo para a melhoria da segurança e dos níveis de desempenho.

GP de Xangai de 2026: antevisão

Tal como aconteceu no ano passado, a primeira corrida Sprint terá lugar já no próximo fim de semana, em Xangai, naquela que será a segunda ronda do campeonato. A corrida em formato curto disputar-se-á no sábado, enquanto o Grande Prémio terá lugar no domingo.

A seleção de pneus para o fim de semana do Grande Prémio da China mantém-se inalterada desde o regresso do circuito ao calendário do campeonato, há dois anos. As equipas terão ao seu dispor os compostos C2, C3 e C4.

O Circuito Internacional de Xangai, cujo desenho, ao longo de 5,451 km, recorda o ideograma chinês shang, que significa «para cima», apresenta duas longas retas e dezasseis curvas. A primeira reta liga a Curva 13, ligeiramente inclinada, à Curva 14, enquanto a segunda, com mais de um quilómetro de extensão, acolhe a grelha de partida.

Algumas curvas são de alta velocidade, como a secção em S formada pelas curvas 7 e 8, enquanto outras são bastante mais lentas, como as combinações das curvas 1 e 3, 6 e 14. Estas sequências, combinadas com as zonas de alta velocidade, tornam o circuito exigente para os pneus e colocam também um desafio em termos de recuperação de energia com as novas unidades de potência.

Será interessante observar se os pilotos conseguirão evitar os frequentes bloqueios à entrada das curvas verificados no circuito de Sakhir durante os testes de pré-temporada, onde algumas zonas de forte travagem apresentam características semelhantes às encontradas na China.

O circuito de Xangai foi totalmente repavimentado em agosto de 2024. O novo asfalto aumentou significativamente os níveis de aderência, reduzindo consequentemente os tempos por volta. No entanto, a superfície mais lisa gerou mais episódios de graining em 2025, particularmente no eixo dianteiro, que se tornou um fator limitador nesse ano, sobretudo durante o Sprint. Ainda assim, o fenómeno perdeu intensidade no domingo graças à evolução da pista.

Um ano depois, o circuito deverá apresentar um ligeiro envelhecimento e, embora continue mais liso do que a maioria dos restantes traçados, os níveis de aderência poderão ser mais baixos, tal como a probabilidade de ocorrência de graining nos conjuntos de pneus. Esta hipótese poderá ser avaliada desde as primeiras sessões em pista.

As simulações de tempo por volta recebidas pelas equipas aproximam-se dos valores registados no ano passado. Apesar de os monolugares serem completamente diferentes, as zonas SM parecem compensar a perda de velocidade da nova geração de carros face à anterior.

Em 2025

Apenas três pilotos escolheram o composto Duro para o arranque do Grande Prémio da China de 2025, enquanto os restantes alinharam com o Médio. O composto Macio não chegou a ser utilizado durante a corrida de domingo. A estratégia predominante foi a de uma única paragem, com um longo turno final com o pneu mais duro, que em pista revelou menor propensão para o graining e um nível de desempenho consistente mesmo ao longo de uma quilometragem elevada. Os pilotos que terminaram no pódio efetuaram a sua paragem entre as voltas catorze e quinze. A vitória foi conquistada por Oscar Piastri, seguido do seu colega de equipa Lando Norris na segunda posição, enquanto George Russell completou o pódio.

Pirelli Sprint Qualifying Award

Na sexta-feira, no final da Sprint Qualifying, que define a grelha de partida para a corrida curta do dia seguinte, o piloto que conquistar a pole position receberá o Pirelli Sprint Qualifying Award. Este ano, o troféu foi completamente redesenhado. Entre a base e o elemento superior, que reproduz um pneu Macio de Fórmula 1, composto utilizado na SQ3 para estabelecer o melhor tempo, encontra-se integrado um capacete decorado com as cores da bandeira do país anfitrião. A viseira exibirá uma gravação com o nome e o número do carro do piloto vencedor.

Estatísticas

Este ano assinala a décima nona edição do Grande Prémio da China disputado no circuito de Xangai. A primeira corrida, vencida por Rubens Barrichello, teve lugar em 2004. O evento manteve-se no calendário de forma ininterrupta até 2019, regressando posteriormente em 2024. Lewis Hamilton e a Mercedes detêm o recorde de vitórias no circuito chinês, com seis triunfos cada. O piloto britânico é também o recordista de presenças no pódio, com nove, seguido por Kimi Räikkönen e Sebastian Vettel, ambos com seis.

Edição especial do boné de pódio

A segunda corrida da temporada contará igualmente com uma edição especial do boné de pódio, criado pela Pirelli Design em colaboração com o designer Denis Dekovic. O boné que será usado pelos pilotos no pódio apresenta a cor amarelo imperial, uma tonalidade que, ao longo da história do país, tem simbolizado poder, prestígio e vitória. Para assinalar o Ano do Cavalo, o animal surge representado nos bordados que decoram a pala. Os bonés de pódio encontram-se disponíveis para compra na plataforma de comércio eletrónico da Pirelli: https://store.pirelli.com.

GP da Austrália: George Russell vence a primeira corrida do ano

George Russell foi o grande vencedor da primeira corrida do ano de 2026. O piloto terminou à frente do seu companheiro de equipa Kimi Antonelli, o que significa que a Mercedes fechou o fim de semana com uma dobradinha. Charles Leclerc, da Ferrari, foi terceiro.

A estreia da nova geração de monolugares de Fórmula 1 brilhou logo no início da corrida, com um arranque cheio de ação. Seguiram-se vários períodos de Virtual Safety Car em rápida sucessão, o que levou a Mercedes a chamar os seus pilotos às boxes relativamente cedo para executar uma estratégia de uma paragem (médios-duros), uma decisão que se revelou acertada tanto para Russell como para Antonelli.

As ultrapassagens foram uma constante e transformaram a corrida num verdadeiro espetáculo. O atual campeão do mundo, Lando Norris, terminou na quinta posição após uma estratégia de duas paragens. Norris conseguiu defender-se do tetracampeão mundial Max Verstappen, que terminou na sexta posição. O neerlandês, que partiu do vigésimo lugar da grelha, também optou por uma estratégia de duas paragens.

A primeira corrida do ano decorreu sob excelentes condições meteorológicas, com céu limpo e temperaturas a rondar os 26 graus. Os pilotos e as equipas terão pouco tempo para refletir sobre a abertura da temporada, uma vez que a segunda corrida está já marcada para a próxima semana: o Grande Prémio da China.

Dario Marrafuschi – Diretor Pirelli Motorsport

Tal como prevíamos, o primeiro Grande Prémio da temporada foi vencido com uma estratégia de uma paragem. Os pilotos da Mercedes adotaram uma estratégia idêntica e cruzaram a linha de meta nas mesmas posições em que tinham partido da grelha. Foi possível estender o stint final com os pneus duros face às previsões de sábado, graças à degradação limitada, o que permitiu aos pilotos completar a corrida com o mesmo conjunto utilizado durante o período de VSC.

Aqueles que optaram por duas paragens aproveitaram as neutralizações para montar pneus novos sem arriscar perder demasiadas posições, utilizando, em alguns casos, os pneus macios para um sprint final.

Os três compostos revelaram-se, assim, úteis ao longo da corrida, com o C3 a demonstrar consistência suficiente para suportar stints de até 46 voltas. O pneu dianteiro esquerdo foi o mais afetado pelo graining, embora sem provocar problemas significativos de desgaste ou degradação.

Estamos, no entanto, no início de um novo ciclo técnico e num circuito que não é particularmente exigente para os pneus. Com o desenvolvimento dos monolugares e a chegada de pistas mais desafiantes, é expectável que surjam alterações na gestão dos pneus. Os pneus continuam a ser uma das muitas variáveis que as equipas terão de considerar entre as numerosas inovações desta temporada.