Red Bull dominante em Suzuka

Max Verstappen acrescentou mais uma pérola à sua série de vitórias, com um desempenho dominante no Grande Prémio do Japão. Esta foi a terceira vitória consecutiva do holandês em Suzuka, a 57ª da carreira. Sergio Perez garantiu a terceira dobradinha da temporada da Red Bull, a 31ª da história da equipa.

Carlos Sainz terminou em terceiro, somando o seu terceiro pódio em outras tantas corridas no presente ano, depois de ter falhado a prova de Jidá, devido a uma apendicite. Foi o 25º pódio da Ferrari no Grande Prémio do Japão.

O DIA NA PISTA

A corrida começou com uma divisão bastante equilibrada entre os pilotos que optaram com pneus do composto Médio (todos os que estavam nos dez primeiros, à exceção de Alonso, e Ricciardo, Tsunoda e Zhou) e aqueles que optaram pelo Macio. No entanto, a bandeira vermelha na primeira volta permitiu que sete pilotos – as duplas da Mercedes e Alpine, Sargeant, Tsunoda e Zhou – aproveitassem a oportunidade para trocar de compostos. A dupla da Mercedes passou de Médios para Duros, os dois Alpines e Sargeant, da Williams, passaram de Macios para Médios, e Tsunoda (Racing Bulls) e Zhou (Sauber) de Médios para Macios.

O reinício significou, na prática, uma redução da corrida em duas voltas. As equipas optaram assim por diversas opções estratégicas, tanto em termos do número de paragens como na utilização dos compostos disponíveis. O mais utilizado foi o C1 (545 voltas – 60% da corrida), seguido do C2 (281 voltas – 31% da corrida) sem muita diferença em termos de degradação. O composto Macio (81 voltas – 9% do total da corrida) também teve um papel a desempenhar, quer na partida, quer nas fases finais, apesar de ter demonstrado uma degradação significativa.

MARIO ISOLA – DIRETOR MOTORSPORT DA PIRELLI

“Acho que mais uma vez a Fórmula 1 provou ser uma forma de corrida espetacular. Numa das pistas mais exigentes para pilotos e carros, assistimos a uma corrida com muitas ultrapassagens, e diversas estratégias, em parte graças ao facto de os três compostos que escolhemos para esta ronda estarem à altura da exigência. Isso permitiu aos pilotos escolher entre diferentes opções, tanto em termos de troca de compostos como em relação às visitas às boxes.

Embora seja verdade que, mais uma vez, a Red Bull e Max Verstappen tenham tido uma vantagem que lhes permitiu garantir a vitória com relativa facilidade, assistimos a grandes batalhas mais atrás, não apenas na pista, mas também entre as equipas nas boxes.

Hoje foi o dia mais quente do fim de semana, com a pista a atingir temperaturas de 40°C no início da corrida que depois caíram para 32°C e, por isso, a degradação térmica foi significativa. Quem fez o melhor trabalho de gestão conseguiu conquistar vários lugares: principalmente Leclerc que fez uma corrida excecional neste aspeto, porque a sua única paragem permitiu-lhe passar do oitavo para o quarto lugar. O undercut provou ser muito eficaz, mas é um facto que aqueles que pararam demasiado cedo ficaram em desvantagem nas fases finais de cada stint. Todas essas variáveis criaram diferenças de desempenho que facilitaram as ultrapassagens, o que foi ótimo para os espetadores. Na verdade, os fãs que lotaram Suzuka durante todo o fim de semana realmente contribuíram para o espetáculo e foi ótimo vê-los a comemorar o décimo lugar do herói local Yuki Tsunoda.”

O QUE SE SEGUE PARA OS NOSSOS PNEUS?

Shanghai recebe a quinta etapa do Campeonato Mundial, de 19 a 21 de abril, após 5 anos de ausência e 20 anos depois da sua primeira aparição no calendário, em 2004. Shanghai será o palco da estreia do novo formato Sprint (treinos livres e qualificação Sprint na sexta-feira, Sprint Race e qualificação no sábado e o Grande Prémio propriamente dito no domingo). A Pirelli escolheu os três compostos intermédios: C2 (Duro), C3 (Médio) e C4 (Macio).

Ainda na presente semana, na terça-feira e na quarta-feira, Suzuka sediará a terceira sessão de testes da Pirelli da temporada, visando o desenvolvimento dos compostos e construções para 2025, com a Sauber, comandada por Valtteri Bottas em ambos os dias, e a Racing Bulls, com Daniel Ricciardo no primeiro dia e Yuki Tsunoda no segundo.

A PIRELLI NO AUTOMOBILISMO
Fundada em 1872, a Pirelli é uma empresa com profundas raízes italianas, reconhecida em todo o mundo pela sua tecnologia de ponta, capacidade de inovação e qualidade dos seus produtos. O automobilismo sempre desempenhou um papel importante na estratégia da Pirelli, com a filosofia da ‘corrida para a estrada’. A empresa está envolvida no automobilismo há 116 anos e hoje fornece pneus para mais de 350 campeonatos de duas e quatro rodas. A Pirelli tem uma preocupação constante com a utilização cada vez mais eficiente de recursos naturais e energia, com o objetivo de alcançar a neutralidade de carbono até 2030.
A Pirelli é parceira global de pneus do Campeonato Mundial de Fórmula 1 da FIA desde 2011. A empresa também fornece outros campeonatos, incluindo a Fórmula 2 e a Fórmula 3 da FIA, o Campeonato Europeu de Fórmula Regional da Alpine, o Campeonato Mundial de Ralis da FIA e o GT World Challenge, além de inúmeras séries nacionais.

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